|
INÍCIO
|
EDIÇÕES
ANTERIORES
|
INSTRUÇÕES REDATORIAIS
|
CONTATO |
|
|
Revista da
AMRIGS Volume 48 No
1: 1 - 72 / Janeiro - Março 2004 BL ISSN
0102 - 2105
|
| |
ARTIGO ORIGINAL |
|
Resultados
iniciais do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida em um centro
multidisciplinar |
|
Marcelo Garcia Toneto,
Cláudio Corá Mottin, Giuseppe Repetto, Jacqueline Rizzolli, Myriam Moretto,
Diovanne Berleze, César Luis Brito, Daniela Casagrande, Fernanda Colossi |
Introdução
Obesidade é uma enfermidade crônica, multifatorial, na
maioria das vezes incurável, que pode ser ameaçadora à vida quando atinge
níveis acentuados, sendo então chamada de mórbida ou grave. Em sua origem
apresenta elementos comportamentais, hereditários, ambientais, metabólicos e
culturais e está envolvida com problemas médicos, psicológicos, sociais e
econômicos. Sua incidência está aumentando em caráter epidêmico nos Estados
Unidos e no mundo ocidental (1). Esse aumento é verificado mesmo em países
em desenvolvimento, como o Brasil (2). A obesidade mórbida, caracterizada
como 45 kg acima do peso ideal ou um índice de massa corporal (IMC) acima de
40 kg/m (2, 3), está associada ao surgimento ou agravamento de diversas
doenças. O índice de mortalidade secundária a essas co-morbidades pode ser
cerca de 12 vezes maior do que nos indivíduos com peso normal (4).
Os resultados dos tratamentos não cirúrgicos – terapias
médicas, comportamentais e dietas – são ineficazes no tratamento a longo
prazo da obesidade mórbida (5) e estão fadados a falhar em mais de 95% dos
casos. Para esses pacientes o tratamento cirúrgico representa a terapia mais
efetiva, com perda de peso significativa e sustentada, bem como resolução ou
melhora das co-morbidades (6). A gastroplastia vertical com reconstrução em
Y-de-Roux tem se mostrado efetiva na perda de peso e sua manutenção a longo
prazo (7). A perda ponderal associada com esses procedimentos é de 60 a 80%
do excesso de peso corporal em 5 anos (8). Os principais critérios de
inclusão para o tratamento cirúrgico estão na Tabela 1. Devido ao porte do
procedimento cirúrgico e às condições associadas de co-morbidades e
dificuldades técnicas em realizar operações nesse grupo de pacientes, o
tratamento cirúrgico não é isento de complicações. O efeito dessas operações
a longo prazo em questões de qualidade de vida e impacto metabólico da perda
de peso acentuada tem sido amplamente descrito (9-11). Devido ao fato da
origem da obesidade mórbida ser multifatorial e às inúmeras condições
clínicas, psiquiátricas, nutricionais e endócrinas envolvidas, o tratamento
desses pacientes deve ser realizado por equipe treinada, com a presença de
profissionais das diversas especialidades envolvidas.
O objetivo principal deste artigo é descrever os
resultados iniciais do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida em um
centro multidisciplinar.
Metodologia
Foram revisados os resultados dos pacientes avaliados
pelo Centro da Obesidade Mórbida do Hospital São Lucas da PUCRS, armazenados
em banco de dados prospectivo idealizado desde o início de suas atividades,
em março de 2000. Os critérios de inclusão foram os relatados na Tabela 1.
Tabela 1 – Critérios de inclusão
no programa de avaliação para cirurgia bariátrica
As principais variáveis em estudo foram idade, sexo, peso
inicial (kg), índice de massa corporal (IMC) em kg/m 2,
presença de doenças associadas e sua melhora no seguimento pós-operatório,
técnica cirúrgica empregada, presença de complicações, mortalidade
perioperatória e no seguimento a longo prazo.
As medidas de peso e altura foram realizadas em balança
eletrônica, com capacidade para 300 kg (Filizola®), com o paciente vestindo
roupas leves e sem sapatos. A pressão arterial foi corrigida para o
perímetro braquial ou aferida com manguito próprio para obesos. A perda de
peso foi avaliada pela medida da perda do excesso de peso inicial, expressa
pela seguinte fórmula:
Perda de excesso do peso inicial (%) = Peso reduzido (kg)
x 100 / excesso de peso inicial.
Onde:
Peso reduzido (kg) = peso inicial (kg) – peso atual (kg).
Excesso de peso inicial (kg) = peso inicial (kg) – peso
normal (kg).
Peso normal (kg) = Altura (m 2)
x 25.
Os critérios para definição de doença e sua resolução
foram níveis pressóricos acima de 140/90 mmhg para hipertensão arterial
sistêmica, níveis de glicemia acima de 126 mg/dl ou hemoglobina glicosilada
acima dos valores de referência para diabete melito tipo 2, uso de
dispositivo tipo CPAP para auxílio nos pacientes com apnéia obstrutiva do
sono e sua melhora clínica e níveis de ácido úrico acima dos valores de
referência para diagnóstico de hiperuricemia. A melhora das artropatias foi
avaliada pela suspensão do uso de medicamentos antiinflamatórios.
Os níveis de qualidade de vida foram avaliados pelo
WHOQOL-100 (12, 13), e os níveis de depressão e ansiedade pelas escalas de
Beck (14). As medidas de significância foram calculadas através do teste t
de Student para amostras pareadas, com nível de significância 0,05. Os
resultados obtidos foram apresentados de forma descritiva na forma de média,
desvio-padrão e percentuais.
Todos os pacientes que se candidataram ao procedimento
cirúrgico foram inicialmente triados por um dos membros da equipe e, depois
de aprovados, fizeram avaliação com endocrinologista, nutricionista,
psiquiatra, cirurgião e cardiologista antes da operação. Outras consultas
especializadas foram realizadas quando necessárias. Todos participaram de
reuniões em grupo, que o centro realiza mensalmente, para esclarecimento de
dúvidas com pacientes já operados. Na véspera da operação, visitas
pré-operatórias foram realizadas por enfermeira especializada e
fisioterapeuta. Todos os pacientes preencheram consentimento informado antes
da cirurgia.
Resultados
No período de março de 2000 a março de 2003, foram
avaliados 529 pacientes, dos quais 252 foram operados.
A idade variou de 18 a 67 anos, com média de 37,2
(+-10,9) anos. O predomínio foi do sexo feminino, com 186 (73,8%) pacientes,
e 66 (26,2%) do sexo masculino.
O peso variou de 84 a 239kg, com média de 132,5(+-30,0)
kg. O IMC variou de 34,9 a 95,7, média 48,3 (+- 9,2) kg/m 2.
A distribuição dos pacientes pelo IMC está no Gráfico
1. Oitenta e seis (34,1%) pacientes nessa série apresentavam IMC acima de
50kg/m2 e foram classificados
como superobesos.
Gráfico 1 – Distribuição dos
pacientes pelo Índice de Massa Corporal (IMC).
A técnica cirúrgica empregada foi a gastroplastia vertical com
reconstrução em Y-de Roux com o uso de anel restritivo em 250 pacientes. O
procedimento é realizado pela divisão do estômago, criando um reservatório
de 30-50 ml. O jejuno é dividido a +-50 cm do ângulo de Treitz, e a alça
distal é anastomosada ao reservatório gástrico. A enteroanastomose é
realizada entre 100 e 150 cm distal a gastroenteroanastomose.
Em 2 pacientes foi realizado um procedimento de derivação
bíleo-pancreático, técnica de Scopinaro, devido à contra-indicação do
bypass. Em um paciente havia o diagnóstico de distúrbio motor do
esôfago, em que foi julgado contra-indicada a realização de procedimento
restritivo no qual a pressão poderia ser aumentada ao nível do esfíncter
esofágico inferior. Em outra paciente, a qual havia sido submetida
previamente à colocação de banda gástrica laparoscópica, as condições locais
contra-indicaram procedimento sobre a região do ângulo de Hiss. A via
laparoscópica foi empregada a partir de dezembro de 2001 em 14 (5,5%)
pacientes.
O tempo de internação variou de 3 a 36 dias (média 5,1
dias). Cento e oitenta e um (72,1%) pacientes tiveram alta até o 4o
dia pós-operatório. Cinco (1,98%) pacientes necessitaram internação em
unidade de tratamento intensivo.
As principais complicações no período perioperatório
encontram-se na Tabela 2. Um (0,39%) paciente faleceu no período
pós-operatório imediato devido a necrose do fundo gástrico no estômago
remanescente, com ruptura do mesmo.
Tabela 2 – Freqüência de
complicações perioperatórias
O tempo de seguimento variou de 1 a 36 meses, sendo que
229 (90,8%) pacientes tiveram seus resultados avaliados. A perda de peso,
expressa em percentual (%) de perda do excesso de peso inicial, está
descrita no Gráfico 2. A evolução das principais co-morbidades em 140
pacientes com tempo de seguimento superior a 18 meses está descrita na
Tabela 3. Foi realizada biópsia hepática em 168 pacientes consecutivos,
sendo que 145 (86,3%) apresentaram graus variados de esteatose.
Gráfico 2 – Perda de peso
expressa em % da perda do excesso inicial (%PEPI)
Tabela 3 –
Evolução (%) das principais doenças associadas dos pacientes com seguimento
mínimo de 18 meses (n=140)
O resultado em relação à qualidade de vida e níveis de
depressão e ansiedade estão descritos nos Gráficos 3 e 4. Houve 2 óbitos no
período de acompanhamento tardio. Um caso de morte súbita em casa, submetido
a necropsia sem definição da causa mortis no 7o
mês de acompanhamento e um caso de suicídio no terceiro mês pós- operatório.
Gráfico 3 –
Análise da qualidade de vida no pré-operatório, aos 2, 6 e 12 meses do
pós-operatório, nos domínios físico, psicológico, de independência e social,
medidos pelo WHOQOL-100
Gráfico 4 – Níveis de depressão
e ansiedade iniciais, aos 2,6 e 12 meses medidos pelas escalas de Beck
Discussão
O aumento da incidência da obesidade está ocorrendo em
ambos os sexos, em todas as faixas etárias, raças e níveis educacionais (1).
Esse aumento expõe os pacientes a riscos maiores de mortalidade por doença
cardiovascular, câncer e morte por todas as causas (15). Os tratamentos
clínicos para a obesidade mórbida não são efetivos, sendo que os pacientes
não conseguem manter a perda de peso adequada. A repetição dessas
experiências e falhas acrescentam problemas psicológicos e discriminação
social para esses pacientes (16). Os programas de tratamento não cirúrgico
da obesidade mórbida – dietas comerciais, dietas com baixa caloria
supervisionadas, programas de modificações comportamentais, medicamentos,
programas de exercício – resultam em um custo de 33 bilhões de dólares
anuais em métodos convencionais nos Estados Unidos (17)
e estão associadas a recidiva em 98% dos casos. A partir dessas
observações e da experiência mal-sucedida no tratamento desses pacientes por
métodos clínicos, foi montada uma estrutura multidisciplinar de atendimento
cirúrgico para pacientes obesos mórbidos.
A escolha do procedimento cirúrgico a ser adotado é
fundamental. Diversas técnicas cirúrgicas são descritas para o tratamento a
longo prazo da obesidade mórbida. O bypass jejuno-ileal descrito por
Payne e DeWind (18) foi a primeira técnica empregada com sucesso, porém o
acompanhamento tardio desses pacientes mostrou alto índice de complicações.
Na década de 80 foram introduzidas por Mason (19, 20) as técnicas
restritivas com diminuição das complicações, porém os resultados de perda de
peso a longo prazo mostraram-se insuficientes (21). A partir do final dos
anos 80 surgiram as técnicas com associação de diminuição da área de
absorção e procedimentos restritivos. A técnica cirúrgica escolhida pelos
autores foi a gastroplastia vertical com anel de silicone restritivo com
reconstrução em Y-de-Roux (22, 23), um procedimento misto que associa um
componente restritivo a um processo de diminuição da absorção intestinal. O
uso de anel de silastic (22-24), para evitar dilatação da bolsa
gástrica e manter restrição na passagem dos alimentos, é considerado
fundamental pelos autores. Essa é a técnica utilizada nos Estados Unidos em
cerca de 90% das operações realizadas anualmente (25).
A opinião dos autores é de que não existe um único
procedimento ideal para todos os pacientes. Os procedimentos puramente
restritivos, como a banda gástrica laparoscópica e a gastroplastia à Mason,
apresentam menos seqüelas a longo prazo, porém uma taxa de emagrecimento de
menos de 50% do excesso de peso inicial, principalmente para pacientes
superobesos (IMC acima de 50 kg/m2). As técnicas com
grande diminuição da capacidade absortiva, como a proposta por Scopinaro
(26), produzem perda de peso acentuada, porém diversas complicações a longo
prazo podem surgir caso o paciente não realize seguimento rigoroso. No
entender dos autores, o seu emprego em pacientes que não têm condições de
realizar esse acompanhamento, como os que não moram na mesma cidade ou que
não tenham acesso fácil à equipe de tratamento, deve ser evitado. A escolha
da técnica empregada pelos autores é devido ao bom resultado em termos de
perda de peso e complicações que são administráveis no seguimento tardio.
A principal complicação cirúrgica desse procedimento e um
dos maiores responsáveis por óbito nesses pacientes é a ocorrência de
deiscências ou fístulas nas linhas de sutura, a qual implica normalmente
reoperacão. O índice dessa complicação nesta série foi de acordo com o
encontrado na literatura e deve ser motivo de intensa preocupação do
cirurgião no seguimento e busca de atenção a detalhes técnicos. Outra
complicação responsável por grande número de óbitos é a embolia pulmonar.
Trabalhos com necropsia nesses pacientes mostram que cerca de 80% dos
pacientes apresentam embolia pulmonar mesmo sem diagnóstico clínico (27). É
convicção dos autores que a baixa incidência de fenômenos tromboembólicos
nesta série é devida ao emprego sistemático de medidas de prevenção – uso de
meias de compressão, botas de auxílio ao retorno venoso, uso de heparina ou
heparina de baixo peso molecular e saída precoce do leito em todos os
pacientes. Todas essas medidas implicaram em um tempo de internação
hospitalar curto, baixa taxa de complicações e índice muito baixo de
internação em unidade de tratamento intensivo, apesar da gravidade das
doenças associadas e IMC alto em muitos pacientes desta série.
Trabalhos recentes demonstram a viabilidade da realização
dessas operações por via laparoscópica, com resultados excelentes (28, 29).
No entender dos autores, esta só deve ser empregada após domínio da técnica
por via convencional, após obtenção de experiência com detalhes e nuances
únicos desse tipo de operação e características peculiares desses pacientes.
É uma das operações que exigem maior treinamento em cirurgia de acesso
mínimo e associada com maior índice de complicações no início da experiência
(30).
A definição da fórmula para avaliação da perda de peso é
fundamental para comparação dos resultados. O uso apenas do peso ou de
tabelas populacionais não nos parece adequado. A perda do excesso de peso
inicial empregada neste estudo leva em conta a altura e o percentual de
perda de peso após o tratamento cirúrgico, corrigindo eventuais distorções
que possam existir. A perda de peso média com esses procedimentos é de cerca
de 80% aos 5 anos (21). Os resultados encontrados neste grupo de pacientes
ainda são preliminares devido ao tempo de acompanhamento, sendo que os
resultados só devem ser considerados definitivos 10 anos após a cirurgia.
Porém, essa diminuição é importante e o seu reflexo é a melhora nas
co-morbidades. Chama atenção nesta série a melhora de praticamente todos os
pacientes diabéticos e com apnéia obstrutiva do sono, e o controle mais
adequado no tratamento da hipertensão arterial sistêmica e artropatias, com
possibilidade de retirada total ou diminuição importante no uso de
medicamentos. Poires e colaboradores (31), numa revisão de pacientes
diabéticos obesos mórbidos submetidos a procedimento cirúrgico com
seguimento de até 14 anos, demonstrou uma queda dos níveis de glicose
plasmática e da dose de insulina empregada, com 91% dos pacientes
normalizando os níveis séricos de glicose e hemoglobina glicosilada. A
resolução ou melhora significativa de doenças crônicas, como hipertensão
arterial sistêmica (32), sintomas de refluxo gastroesofágico (33, 34),
apnéia obstrutiva do sono (35) e asma (36), são relatados com grande
entusiasmo. A presença de esteatose hepática foi encontrada na maioria dos
pacientes desta série e seu achado tem sido discutido (37). Consideramos
importante a realização de biópsia hepática transoperatória para verificar a
presença e o grau de dano hepático.
A melhora na qualidade de vida após as operações
bariátricas é expressa em muitos trabalhos (38-40). Nos resultados
encontrados neste estudo, houve melhora significativa da qualidade de vida
em todos os domínios do WHOQOL-100, bem como diminuição significativa dos
níveis de ansiedade e depressão nas escalas Beck. A avaliação
psicológica/psiquiátrica pré-operatória e o acompanhamento a longo prazo é
necessária devido aos problemas que podem surgir no seguimento tardio, sendo
que alterações comportamentais, quadros depressivos e até mesmo suicídio
podem ocorrer no acompanhamento tardio (41). A presença nas revisões e o
acompanhamento psicológico adequado são, no entender dos autores, o
principal fator envolvido no sucesso do tratamento desses pacientes a longo
prazo.
As complicações a médio e longo prazo estão presentes e
devem ser acompanhadas de maneira rigorosa, para evitar sérios problemas de
saúde. Desnutrição grave, carências vitamínicas e alterações psicológicas
podem ocorrer. A avaliação rigorosa no pré-operatório, com atenção aos
fatores de exclusão por equipe multidisciplinar, é fundamental para a
melhora dos resultados e evitar complicações no período perioperatório e no
acompanhamento tardio. A presença de distúrbios metabólicos e psicológicos
deve ser detectada e tratada antes da intervenção cirúrgica. A avaliação por
todos os participantes da equipe no pré-operatório, com discussão clínica e
escolha do método de tratamento ideal para cada paciente, nos parece
importante para a obtenção de resultados satisfatórios. Outro item
fundamental para a obtenção de bons resultados é a formação de grupos de
pacientes, necessária para dirimir dúvidas no pré-operatório e para apoio e
orientação no pós-operatório. Os resultados encontrados neste estudo, apesar
de iniciais, demonstram a segurança do procedimento e resultados excelentes
em termos de melhora das doenças associadas e dos níveis de qualidade de
vida em pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico da obesidade mórbida
por uma equipe multidisciplinar.
Referências Bibliográficas
1. MOKDAD AH, SERDULA MK, DIETZ WH, et al. The spread
of the obesity epidemic in the United States,1991-1998. JAMA
1999;282:1519-22.
2. MALHEIROS CA, FREITAS JUNIOR WR. Obesidade no
Brasil e no mundo. In: Garrido Jr AB ed. Cirurgia da Obesidade.São Paulo:
Editora Atheneu, 2002.
3. International Federation for the Surgery of Obesity
(IFSO). Statement on morbid obesity and its treatment. Obes Surg
1997;7:40-1.
4. DRENICK EJ, BALE GS, SELTZER F, et al. Morbid
obesity: Excessive mortality and causes of death in morbidly obese men.
JAMA 1980; 243: 443-445.
5. Council on Scientific Affairs. JAMA 1988; 260:
2547-2551.
6. BROLIN RE. Update, NIH consensus conference,
Gastrointestinal surgery for severe obesity. Nutrition 1996;12:403-4.
7. BALSIGER B, KENNEDY F, ABU-LEB-DEH, et al.
Prospective evaluation of Roux-en-Y gastric bypass as primary operation
for medically complicated obesity. Mayo Clinic Proc 2000; 75:669-72.
8. SUGERMAN HJ, KELLUM JM, ENGLE KM, et al. Gastric
bypass for treating severe obesity. Am J Clin Nutr 1992; 55(2):560-66.
9. KRAL JG, SJOSTROM LV, SULLIVAN MB, et al.
Assessment of quality of life before and after surgery for severe obesity.
Am J Clin Nutr 1992;55:611-4.
10. MARTIN LF, TAN TL, HORN JR, et al. Comparison of
the costs associated with medical and surgical treatment of obesity.
Surgery 1995;118:599-607.
11. FISHER BC, BARBER AE. Gastric bypass procedures.
Eur J Gastroenterol Hepatol 1999;11:93-7.
12. FLECK, MPA. Versão em português dos instrumentos de
avaliação de qualidade de vida (whoqol) 1998. Disponível em
http://www.ufrgs.br/psiq/whoqol-100.html, 2003.
13. FLECK MPA, FACHEL O, LOUZADA S, et al.
Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de
qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-100) 1999.
Revista Brasileira de Psiquiatria 1999; 21(1):19-28.
14. BECK, A.T.; BROWN, G.; EPSTEIN. & STEER, R.A. – An
Inventory for Measuring Clinical Anxiety. Journal of Consulting and
Clinical Psychology 1988; 56:893-897.
15. CALLE E, THUN MJ, PETRELLI J, et al. Body mass
index and mortality in a prospective cohort of US adults. N Eng J Med
1999;341: 1097-105.
16. WOOLEY SC, GARNER DM. Dietary treatments for
obesity are ineffective. BMJ 1994 Sep 10;309(6955):655-6.
17. WOOLEY SC, GARNER DM. Obesity treatment: the high
cost of false hope. J Am Diet Assoc 1991;91(10):1248-51.
18. PAYNE JH, DE WIND LT. Surgical treatment of obesity.
Am J Surg 1969; 118:141-9.
19. MASON,E.E. Gastric bypass in obesity. Surg Clin N
Am 1967; 47:1345.
20. MASON EE, MAHER JW, SCOTT DH, et al. Ten years of
vertical banded gastroplasty for severe obesity. Probl Gen Surg
1992;9:280-9.
21. BALSIGER BM, POGGIO JL, MAI J, et al. Ten and more
years after vertical banded gastroplasty as primary operations for morbid
obesity. J Gastrointest Surg 2000;4:598-605.
22. FOBI MAL. The surgical technique of the Fobi pouch
operation for obesity. Obes Surg 1998;8:283-8.
23. CAPELLA JF, CAPELLA RF. The weight reduction
operation of choice: vertical banded gastroplasty or gastric bypass. Am J
Surg 1996;17:74-9.
24. SALINAS A, SANTIAGO E, LUALDI L, et al. Silastic
ring vertical gastric bypass with gastric transection and jejunal
interposition. Obes Surg 1998;8:378-9 (Abstract).
25. NIH. National Institute of Diabetes & Digestive &
Kidney diseases. Capturado da Internet em 15/03/2003. Disponível em http:
// www.niddk.nih.gov/fund/crfo/bariatric.surgery-final.
26. SCOPINARO N, ADAMI GF, MARINARI GM, et al.
Bileopancreatic diversion. World J Surg 1998;22:936-46.
27. MELINEK J, LIVINGSTON E, CORTINA G, et al. Autopsy
findings following gastric bypass surgery for morbid obesity. Arch Pathol
Lab Med 2002;126:1091-5.
28. NGUYEN NT, GOLDMANN C, ROSENQUIST CJ, et al.
Laparoscopic versus open gastric bypass: A randomized study of outcomes
quality of life, and costs. Ann Surg 2001;234:279-91.
29. HIGA KD, BOONE KB, HO T. Complications of the
laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass: 1040 patients – What have we
learned? Obes Surg 2000;10:509-13.
30. DE MARIA EJ, SUGERMAN HJ, KELLUM JM, et al. Results
of 281 consecutive total laparoscopic Roux-en-Y gastric bypasses to treat
morbid obesity. Ann Surg 2001;235:640-7.
31. POIRES WJ, SWANSON MS, MACDONALD KG, et al. Who
would have thought it? An operation proves to be the most effective
therapy for adult onset diabetes mellitus. Ann Surg 1995;222:339-52.
32. CARSON JL, RUDDY ME, DUFF AE, et al. The effect of
gastric bypass surgery on hypertension in morbidly obese patients. Arch
Intern Med 1994; 154:193-200.
33. SMITH SC, EDWARDS CB, GOODMAN GN, et al.
Symptomatic and clinical improvement in morbidly obese patients with
gastroesophageal reflux disease following Roux-em-Y gastric bypass. Obes
Surg 1997;7:479-84.
34. KIM CH, SARR MG. Severe reflux esophagitis after
vertical banded gastroplasty for treatment of morbid obesity. Mayo Clin
Proc 1992;67:33-5.
35. CHARUZI I, LAVIE P, PEISER J, et al. Bariatric
surgery in morbidly obese sleep-apnea patients: short and long-term
follow-up. Am J Clin Nutr 1992;55:594-6.
36. MACGREGOR AMC, GREENBERG RA. Effect of surgically
induced weight loss on asthma in the morbidly obese. Obes Surg
1993;3:15-21.
37. MORETTO M, KUPSKI C, MOTTIN CC, et al. Hepatic
steatosis in patients undergoing bariatric surgery and its relationship to
body mass index and co-morbidities – A preliminary report Obes Surg 2003;
13:622-4
38. ZWAAN M, LANCASTER KL, MITCHELL JE, et al.
Health-related quality of life in morbidly obese patients: effect of
gastric bypass surgery. Obes Surg 2002; Dec 12(6):773-80.
39. KINZL JF, TRAWEGER C, TREFALT E, BIEBL W.
Psychosocial consequences of weight loss following gastric banding for
morbid obesity. Obes Surg. 2003; Feb 13(1):105-10.
40. ZWAAN M, MITCHELL JE, HOWELL LM, et al. Two
measures of health-related quality of life in morbid obesity. Obes Res
2002; Nov 10(11):1143-51.
41. HSU LGK, BENOTTI PN, DWYER J, et al. Nonsurgical
factors that influence the outcome of bariatric surgery: a review.
Psychosom Med 1998; 60:338-346.
|
| |
|
| |
|
○ ABStract |
|
○
Artigo Completo -
HTML |
|
○
PDF |
|
|
Marcelo Garcia Toneto – Professor do Departamento de
Cirurgia da FAMED-PUCRS.
Cláudio Corá Mottin – Professor Adjunto do
Departamento de Cirurgia da FAMED-PUCRS.
Giuseppe Repetto – Chefe do Departamento de
Endocrinologia da FAMED-PUCRS.
Jacqueline Rizzolli – Endocrinologista do COM – PUCRS.
Myriam Moretto – Gastroenterologista do Hospital São
Lucas da PUCRS.
Diovanne Berleze – Cardiologista responsável pelo
Centro da Obesidade Mórbida da PUCRS.
César Luis Brito – Professor Assistente do
Departamento de Psiquiatria FAMED-PUCRS.
Daniela Casagrande – Nutricionista do COM – Hospital
São Lucas da PUCRS.
Fernanda Colossi – Nutricionista do COM – Hospital
São Lucas da PUCRS.
Trabalho realizado no Centro da Obesidade Mórbida (COM)
do Hospital São Lucas da PUCRS, Faculdade de Medicina da PUCRS (FAMED-PUCRS).
* Endereço para
correspondência:
Marcelo Garcia Toneto
Centro Clínico da PUC – Av. Ipiranga, 6690 Conj 302. CEP
90610-000 – Porto Alegre – RS – Brasil.
Fone (51) 33360890 / 33395796.
: mtoneto@terra.com.br.
|
|
|
|
|
|
|
|
| |
| |
| |
| |
|