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Revista da
AMRIGS Volume 48 No
1: 1 - 72 / Janeiro - Março 2004 BL ISSN
0102 - 2105
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ARTIGO ORIGINAL |
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Estenose péptica do esôfago em crianças: incidência e
achados clínicos
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Cristina Targa Ferreira, Charles Antônio Angeli,
Fernanda Menegaz Pretto, Daltro Luiz Alves Nunes, Rosângela R. Minuzzi
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Introdução
As estenoses de esôfago, na faixa etária pediátrica, são
na maioria das vezes benignas e decorrentes de várias causas: pós-cirúrgica
(nas atresias de esôfago), cáustica, congênita, medicamentosa, alérgica,
associada a doenças sistêmicas, ou péptica (1,2,3). A estenose péptica, que
resulta da inflamação crônica da mucosa esofagiana, representa uma
complicação da doença do refluxo gastroesofágico (RGE), que é extremamente
prevalente em crianças. A presença do RGE e de esofagite são condições
fundamentais para a ocorrência de estenose péptica, assim como de esôfago de
Barrett (4).
Apesar da alta freqüência da doença do RGE em pediatria,
a incidência de estenose péptica é baixa nessa faixa etária, principalmente
se considerarmos os pacientes que não apresentam condições patológicas
predisponentes (3). Não se conhece a exata incidência de estenose péptica em
crianças, mas sabe-se que, assim como outras complicações crônicas do RGE,
ela é menos comum nessa faixa etária do que nos adultos (5).
Dois avanços importantes nos últimos anos levaram ao
melhor diagnóstico e ao melhor tratamento da doença do RGE e principalmente
de sua complicação esofágica maior, que é a esofagite: a prática da
endoscopia digestiva em crianças e o surgimento de drogas eficazes para o
tratamento da esofagite erosiva. Endoscopia gastrointestinal é uma área de
conhecimento relativamente nova e nos seus 30 anos de existência tem feito
enormes progressos, sendo, indubitavelmente, mais indicada e realizada nos
últimos anos, na faixa etária pediátrica (6). Algumas publicações têm
demonstrado que o tratamento eficaz, precoce, das regurgitações na infância
ou do RGE da criança maior melhora o prognóstico e a qualidade de vida
desses pacientes (7). Os bloqueadores H2 e principalmente os inibidores de
bomba de prótons são medicações comprovadamente eficazes no tratamento da
esofagite erosiva (3,5,7). Esses 2 fatores, aliados à procura médica em
idades menores, ao maior reconhecimento do RGE patológico e ao tratamento
mais agressivo e mais precoce, talvez sejam responsáveis pelas baixas
incidências de complicações esofágicas do RGE, como estenose e Barrett. Não
existem estudos na literatura pediátrica que demonstrem o impacto dessas
mudanças na incidência de estenose péptica do esôfago.
O objetivo deste estudo foi apresentar a experiência com
estenoses pépticas de esôfago, em crianças e adolescentes encaminhados a um
serviço de endoscopia digestiva pediátrica, enfatizando o tratamento dessa
entidade e a sua diminuição de incidência com o passar dos anos, nesse
serviço.
Pacientes e
Métodos
Foram revisados todos os exames endoscópicos realizados
no Serviço de Endoscopia Digestiva Pediátrica do Complexo Hospitalar Santa
Casa, Hospital da Criança Santo Antônio. Os pacientes encaminhados para esse
serviço e submetidos à endoscopia são provenientes do Hospital Santo Antônio
(hospitalizados e ambulatoriais) e de outros locais da cidade e do estado.
Os pacientes foram distribuídos de acordo com o ano do
diagnóstico da estenose, que foi o ano do encaminhamento para endoscopia, no
período de janeiro de 1996 a setembro de 2002.
Os procedimentos endoscópicos foram todos realizados de
maneira ambulatorial, sob anestesia geral, com entubação orotraqueal. Os
aparelhos utilizados foram os de fibra ótica GIF XP-20, GIF XQ-20 e os
videoendoscópios GIFV-100, todos da marca Olympus. As velas de dilatação
utilizadas foram do tipo Savary-Gilliard (Wilson Cook Medical Inc.), tendo
variado de 15 French (5 mm) a 38 French (12,8 mm). Após a passagem do
endoscópio até a área do estreitamento, o fio-guia foi introduzido sob visão
direta, ultrapassando a área de estenose. Posteriormente, o procedimento foi
realizado através da passagem, às cegas, das velas de dilatação. No final
das dilatações, o endoscópio foi reintroduzido para revisar o esôfago
dilatado.
As sessões de dilatações foram repetidas a cada 7 a 10
dias até a passagem do aparelho de 9,8 mm, nas crianças menores, ou até a
passagem de velas 38 French, nas crianças maiores (a partir de 4 anos).
As biópsias foram feitas na região da estenose e 1 cm
acima da linha Z. Pelo menos 4 biópsias foram realizadas em cada paciente.
Todas as biópsias foram interpretadas no mesmo serviço de Patologia
(Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre). Esôfago de
Barrett foi considerado como metaplasia intestinal completa, com presença de
células caliciformes (goblet cells).
A resposta às dilatações foi considerada satisfatória e
as sessões de dilatações suspensas quando, além de ser possível passar as
velas ou o aparelho, o paciente não apresentava mais disfagia ou apresentava
infreqüentemente, conseguindo deglutir alimentos sólidos. Todos os pacientes
receberam prescrição para usar supressores da secreção ácida (bloqueadores
H2 até meados de1999, ou inibidores de bombas de prótons, a partir de
então), durante e após o tratamento endoscópico das estenoses.
A diminuição do número de estenoses pépticas, ao longo
dos anos, foi avaliada através do teste do qui-quadrado para tendência
linear. O nível de significância foi de 0,05. A magnitude de efeito foi
expressa em termos de razão de prevalência e intervalo de confiança de 95%.
Resultados
Durante o período de 6,5 anos, 1.636 crianças e
adolescentes foram submetidos a endoscopia digestiva alta, e desses, 55 eram
portadores de estenoses de esôfago, sendo 26 (1,6%) de etiologia péptica.
As crianças e os adolescentes portadores de estenoses
pépticas tinham entre 10 meses e 16 anos de idade, com uma média de 6,5 anos
(DP ± 4,5 anos) e mediana de 6 anos. Dezoito pacientes eram do sexo
masculino (69%).
Todos os pacientes apresentavam algum grau de disfagia,
quando perguntados retrospectivamente, mas 10 crianças foram enviadas para
realizar endoscopia por vômitos e/ou recusa alimentar.
Dos 26 pacientes, 8 apresentavam doença neurológica com
retardo neuropsicomotor e 1 era pneumopata crônico. Onze pacientes eram
portadores de hérnia de hiato. Uma paciente de 5 anos era portadora de
obstrução pilórica por úlcera e outra era HIV positivo, em tratamento
anti-retroviral. Dois pacientes, de 13 meses e 4 anos de idade, haviam sido
operados de atresia de esôfago nos primeiros dias de vida.
Os 2 pacientes diagnosticados no ano de 2000 eram
portadores de atresia de esôfago operada e pneumopatia crônica, sem
etiologia definida. Os pacientes dos anos de 2001 e 2002, de 14 anos e 22
meses de idade, eram neuropatas: o primeiro era portador de doença de
Moya-Moya e o segundo, de paralisia cerebral por asfixia neonatal.
Todos os pacientes eram portadores de esofagite endoscopicamente
importante, com inflamação, erosões e/ou úlceras. Todas as estenoses eram
curtas (no máximo 2 cm) e de terço inferior do esôfago.
Nenhuma biópsia mostrou metaplasia intestinal.
Foram realizadas 69 sessões de dilatações (2,65
dilatações/paciente), sendo no máximo 7 sessões por paciente e, no mínimo, 1
dilatação por paciente. Os 8 pacientes que foram submetidos a mais do que 3
sessões de dilatações não realizavam tratamento clínico adequado.
Uma paciente de 10 meses de idade apresentou
pneumomediastino em radiografia de tórax, posterior à endoscopia com
dilatação. Essa menina evoluiu bem, com tratamento conservador.
Doze pacientes foram submetidos, posteriormente, à
fundoplicatura de Nissen.
O número de endoscopias e de estenoses realizadas em cada
ano, assim como a razão de prevalência e o intervalo de confiança são
mostrados na Tabela 1.
Tabela 1 – Número de endoscopias
digestivas e de estenoses de esôfago/ano
Discussão
A doença do RGE é a desordem esofagiana mais comum na
infância e uma das causas mais freqüentes de encaminhamento ao
gastroenterologista pediátrico (5,8).
O quadro clínico da doença do RGE é extremamente
variável, mas a grande maioria dos pacientes segue um curso benigno (8). A
doença do RGE pode levar a sintomas crônicos e apresentar um impacto
deletério na qualidade de vida do paciente (3,8). Entre as crianças não
tratadas, cerca de 10% desenvolvem complicações significativas de refluxo
patológico (5,9). As complicações esofágicas são secundárias à esofagite:
estenose, esôfago de Barrett e adenocarcinoma (4,5).
Recentemente, El-Serag (10) encontrou, em pacientes de
até 25 anos sem doenças neurológicas ou congênitas, prevalências de
esofagite erosiva (35%) e estenose péptica do esôfago (1,5%) semelhantes às
de adultos com doença do RGE submetidos à endoscopia. A prevalência por nós
encontrada (1,6%) é semelhante à de El-Serag (10).
A estenose péptica esofágica ocorre em um contexto de
doença do RGE inadequadamente tratada ou mesmo não tratada (4).
Essas crianças com RGE crônico e estenose péptica são
potencialmente adultos que podem evoluir com complicações (11).
Em uma ampla revisão, a prevalência de esôfago de Barrett
variou de 0,02% a 0,6% de todas as endoscopias pediátricas realizadas
(3,11). Pode ser que algumas crianças com Barrett sejam diagnosticadas
somente na vida adulta, devido à sua natureza silenciosa (5,8,12,13).
Em nossa casuística apresentamos 26 pacientes pediátricos
com estenose de esôfago entre 1.636 que foram submetidos à endoscopia
digestiva alta. Nenhum de nossos pacientes apresentou metaplasia intestinal
nas biópsias realizadas.
Além de restrospectivo, há outras limitações potenciais
no presente estudo. Primeiro, a incidência de estenose péptica pode estar
superestimada por ser este um centro de endoscopias pediátricas. Só
recentemente recebemos mais pacientes com suspeita de esofagite para
realizar endoscopia. Anteriormente, apenas pacientes com sintomas muito
importantes eram submetidos ao procedimento. Além disso, temos muitos
pacientes (50%) com condições associadas que predispõem ao refluxo grave e a
complicações, além de 11 pacientes portadores de hérnia hiatal (42%).
Um outro aspecto é a ausência de esôfago de Barrett
nesses pacientes. Não há critérios estabelecidos no que se refere ao número
necessário de biópsias para firmar o diagnóstico (10). Talvez o número e o
tamanho das biópsias realizadas não tenham sido suficientes.
Os pacientes pediátricos portadores de esofagite péptica
podem ser divididos em dois grupos: aqueles que não apresentam outras
condições médicas associadas e os que têm fatores que predispõem ao RGE e à
esofagite erosiva. O segundo grupo consiste de pacientes pediátricos que
apresentam doenças sistêmicas concomitantes ou comorbidades que são
distribuídas em quatro categorias: doença neurológica, doença pulmonar
crônica, atresia de esôfago operada e doenças malignas tratadas com
quimioterapia (3,6,14). Essas condições estão mais freqüentemente associadas
com complicações esofágicas do RGE, como estenose e Barrett, pois causam
refluxo crônico e mais grave (14). Outras causas de RGE secundário incluem
infecções locais ou sistêmicas, alergia alimentar, obstrução pilórica ou
duodenal, doenças metabólicas, hipertensão endocraniana, etc. (6). Oito de
nossos pacientes eram portadores de doença neurológica e retardo
neuropsicomotor e 1 era pneumopata crônico. Dois eram operados de atresia de
esôfago e 2 outros eram portadores de condições associadas, que provocam RGE
(HIV doença e obstrução pilórica).
A hérnia de hiato é outra condição associada à maior
gravidade do RGE e da esofagite. Nos adultos, a hérnia hiatal é um achado
casual que ocorre em 10 a 15% da população geral, mas está presente em 85%
dos pacientes com estenose péptica (4). É igualmente importante na faixa
etária pediátrica, sendo demonstrável endoscopicamente na maioria das
crianças com esofagite erosiva e em quase todas com esôfago de Barrett
(15,16). Em nossa casuística, 11 pacientes eram portadores de hérnia hiatal.
Tem sido demonstrado, em adultos, que doença do RGE grave
é mais freqüente em homens do que em mulheres (6,17). RGE grave
caracterizado por esofagite erosiva, úlceras esofágicas, estenose ou
metaplasia de Barrett são muito mais comuns em homens (6,18). Em crianças,
com pHmetria anormal, não foi possível demonstrar uma predominância do sexo
masculino (19). Na presente casuística tivemos 69% de pacientes, com
estenose de esôfago por refluxo, do sexo masculino.
Usualmente, essas estenoses se desenvolvem no terço
inferior do esôfago, entre T6 e T10, pois o processo de estreitamento inicia
na junção escamo-colunar, que é exposta a maior quantidade de ácido (4). Nos
pacientes com Barrett, entretanto, a junção escamo-colunar pode estar mais
proximal e as estenoses são encontradas em níveis mais altos (11,15,16). As
estenoses pépticas são usualmente curtas, com menos de 1 cm de extensão, mas
podendo ultrapassar até 8 cm (4). Todos os pacientes de nossa casuística
apresentavam estenoses curtas e de terço inferior do esôfago.
Os pacientes com estenose péptica usualmente necessitam
dilatação do esôfago, para aliviar a disfagia, seguida por terapia médica ou
cirúrgica adequadas, para tentar abolir o RGE (3,4). As estenoses causadas
por refluxo são, em geral, fáceis de dilatar, pois as camadas mais profundas
da parede esofágica não estão comprometidas (20,21).
No presente estudo, a média de dilatações foi de 2,65 por
paciente. Alguns pacientes foram submetidos a um número maior de dilatações,
mas todas as estenoses foram facilmente dilatáveis. Esses pacientes não
recebiam o tratamento medicamentoso adequado e apresentavam recidivas de sua
estenose.
Um lactente apresentou perfuração de esôfago, com
pneumomediastino, mas evoluiu bem, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
Está bem estabelecido na literatura pediátrica o risco maior de perfuração
dos lactentes (4,22,23,24).
O tratamento clínico do RGE é muito importante e nesses
casos, de estenose e esofagite importante, a indicação correta é o uso de
inibidores de bomba de prótons, pois esses pacientes necessitam uma
supressão ácida mais eficaz e completa (5,7,24). O omeprazole é o inibidor
de bomba mais estudado, especificamente em crianças, no que diz respeito a
biodisponibilidade, eficácia e segurança (25). No presente estudo, os
pacientes iniciaram a usar omeprazole somente a partir de 1999.
A fundoplicatura elimina o RGE de uma forma mais
definitiva e é realizada usualmente após algumas sessões de dilatação (8). O
papel da fundoplicatura diminuiu com a melhora do tratamento farmacológico
(5). Estudos de custo-benefício têm sugerido que a cirurgia é útil naqueles
pacientes que necessitam de tratamento por longos períodos, o que não é raro
nessa faixa etária (26). Os procedimentos cirúrgicos anti-refluxo são
benéficos, especialmente em pacientes mais jovens porque as dilatações são
necessárias menos freqüentemente e o tratamento médico pode ser eliminado
(5,8,26). Os resultados da cirurgia mais precoce parecem ser melhores do que
após inúmeras dilatações ou depois de uma cirurgia prévia que não funcionou
(27). Por outro lado, os resultados variáveis da fundoplicatura e suas
complicações, que não são raras, colocam em discussão essa recomendação
(5,28). Deve-se levar também em consideração o custo do tratamento em longo
prazo, com inibidores da bomba de prótons. Como a maioria de nossos
pacientes é de baixo nível socioeconômico, tornando impraticável o uso
prolongado de omeprazole, após um curso de dilatações e medicação, 12
pacientes foram submetidos à cirurgia de Nissen. Após 1999, os pacientes
iniciaram a receber inibidores de bomba de prótons, o que poderia ter
contribuído para a menor incidência de estenoses pépticas nos dias atuais.
Hoje é bem conhecido que somente os inibidores de bomba de prótons produzem
uma supressão ácida eficaz e prolongada, necessária para curar as esofagites
erosivas mais graves (7,29).
O presente estudo apresenta 26 crianças e adolescentes
portadores de estenose péptica do esôfago, uma complicação grave da doença
do RGE. A identificação das crianças com doença do RGE, que podem
desenvolver esofagite importante e estenose esofágica, torna-se fundamental
para evitar esse tipo de complicação. O tratamento agressivo das esofagites
mais graves é o ponto fundamental para alcançar esse objetivo. Uma vez
estabelecida a estenose, as dilatações do esôfago são eficazes em melhorar a
luz do órgão e abolir a disfagia e suas conseqüências. Fundoplicatura deve
ser indicada quando a criança apresenta um curso prolongado da doença ou
recidivas freqüentes da estenose.
Um ponto importante demonstrado neste estudo é a
diminuição da incidência de estenose péptica com o passar dos anos,
possivelmente pelo diagnóstico mais precoce e tratamento mais eficaz das
crianças com doença do RGE. Essa diminuição na incidência ocorreu, apesar do
número crescente de endoscopias realizadas no serviço. Além disso, em nossa
casuística, apesar de os pacientes apresentarem condições que predispõem a
esôfago de Barrett, não encontramos nenhum caso.
É importante que outros estudos, sobretudo prospectivos,
sejam realizados no sentido de confirmar esses achados, já que a percepção
de que as estenoses de esôfago estão diminuindo parece ser comum, mas não
existem estudos que demonstrem isso.
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Cristina Targa Ferreira – Gastroenterologista e
Endoscopista Pediátrica. Mestre em Hepatologia. Doutora em Gastroenterologia.
Charles Antônio Angeli – Pediatra. Em formação em
Gastroenterologia Pediátrica.
Fernanda Menegaz Pretto – Gastroenterologista
Pediátrica. Mestre em Pediatria.
Daltro Luiz Alves Nunes – Pediatra. Em formação em
Gastroenterologia Pediátrica.
Rosângela R. Minuzzi – Médica Anestesiologista.
Complexo Hospitalar Santa Casa – Hospital da Criança
Santo Antônio – Serviço de Endoscopia Pediátrica.
* Endereço para
correspondência:
Cristina Targa Ferreira
Rua Pedro Weingartner 105 ap. 202
Porto Alegre – RS – 90 430-140
Fone (51) 3331-3295 / (51) 3388-4369
:
cristina@qbnet.com.br
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