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Introdução: estenose péptica de esôfago resulta da
inflamação crônica da mucosa, causada pela doença do refluxo gastroesofágico.
O objetivo deste estudo é apresentar a experiência com estenose péptica de
esôfago, em um serviço de endoscopia digestiva pediátrica, analisando os
achados clínicos e, principalmente, a diminuição da incidência dessa
entidade nos dias atuais.
Métodos: estudo retrospectivo de janeiro de 1996 a
setembro de 2002. As dilatações foram realizadas com velas de
Savary-Gilliard. O número de estenoses por ano, relativo ao número de
endoscopias, foi avaliado através dos testes do qui-quadrado e da tendência
linear.
Resultados: no período de 6,5 anos, 1.636 crianças e
adolescentes foram submetidos a endoscopia digestiva alta. Desses, 26 eram
portadores de estenose péptica. As idades desses pacientes variaram de 10
meses a 16 anos, com uma média de 6,5 anos, sendo que 69% eram meninos.Treze
pacientes eram portadores de condições predisponentes ou associadas a
refluxo mais grave. Nenhum era portador de esôfago de Barrett. Foram
realizadas 69 sessões de dilatação (2,65/paciente). Um paciente apresentou
pneumomediastino, após a dilatação. Todos os outros apresentaram boa
resposta às dilatações. O número de estenoses pépticas diminuiu com o passar
dos anos, embora o número total de endoscopias tivesse aumentado.
Conclusões: as dilatações com velas de Savary
foram eficazes em diminuir a disfagia dos pacientes portadores de estenose
péptica. Houve uma diminuição da incidência de estenose péptica, apesar do
aumento do número de endoscopias nesse serviço pediátrico.
UNITERMOS: Estenose Péptica, Disfagia,
Dilatação Esofágica, Endoscopia Digestiva Alta, Incidência, Crianças.
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