Revista da
AMRIGS Volume 48 No
1: 1 - 72 / Janeiro - Março 2004 BL ISSN
0102 - 2105
ARTIGO ORIGINAL
Humanização e estresse na formação médica
Alberto Manuel Quintana, Arnaldo Teixeira Rodrigues,
Catia M. Domingues Goi, Luis Augusto Bassi
SINOPSE
Esta pesquisa tem o objetivo de identificar as
habilidades que, segundo os professores-médicos, devem ser desenvolvidas
pelo aluno para que este obtenha as ferramentas necessárias ao trato das
emoções decorrentes de sua prática profissional. As técnicas utilizadas
foram entrevistas semi-estruturadas com professores-médicos e observações em
disciplinas e setores do hospital-escola. A análise evidenciou que o
controle das emoções é uma habilidade que o corpo docente espera que o
futuro profissional adquira durante sua formação. Constatou-se que os
professores-médicos consideram o costume, a repetição e o hábito meios que,
ao favorecerem a aquisição de uma calosidade emocional pelo aluno,
proporcionam-lhe proteção contra as situações angustiantes da profissão. Uma
outra forma, ainda que incipiente, de lidar com essa problemática foi
evidenciada nas aulas de Clínica Médica I, durante as quais, através de uma
estrutura de seminários, procurou-se integrar os aspectos técnicos e os
aspectos emocionais gerados pela prática médica.
Unitermos: Currículo; Educação Médica; Atitude
Frente à Morte; Docente de Medicina.
Alberto Manuel Quintana – Professor do Curso de
Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM. Mestre em
Psicologia Clínica, Dr. em Ciências Sociais (Antropologia Médica).
Arnaldo Teixeira Rodrigues – Professor do
Departamento de Clínica Médica da UFSM, Mestre em Nefrologia.
Catia M. Domingues Goi – Professora do Departamento
de Neuropsiquiatria da UFSM, Especialista em Psiquiatria.
Luis Augusto Bassi – Médico, Professor do
Departamento de Clínica Médica da UFSM.
O trabalho foi realizado junto ao Curso de Medicina da
Universidade Federal de Santa Maria.