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Revista da AMRIGS
Volume 48  No 2: 73 - 152 / Abril - Junho 2004
BL ISSN 0102 - 2105

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Prevalência de hipertensão intracraniana e seguimento ambulatorial de pacientes com meningite aguda internados em UTI pediátrica

Newra Tellechea Rotta, Alexandre Rodrigues da Silva, Lygia Ohlweiler, Rudimar dos Santos Riesgo

SINOPSE

Objetivo: Este trabalho tem o objetivo de mostrar a prevalência de hipertensão intracraniana e o seguimento ambulatorial de pacientes com meningite bacteriana internados em UTI pediátrica.

Casuística e método: Foram revisados os registros médicos dos pacientes que apresentaram quadro de meningite que necessitaram de internação na UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) no período de janeiro de 1985 a junho de 2001. Além do diagnóstico de meningite e da ocorrência de hipertensão intracraniana (HIC), pesquisou-se também agente etiológico, sexo, cor, idade na época da internação, tempo de internação, tratamento e acompanhamento ambulatorial.

Resultados: Houve uma prevalência de 15% de HIC nos 187 casos de meningite bacteriana. Nos pacientes com HIC, o tempo de internação foi maior, assim como a freqüência de convulsões, de etiologia pneumocócica, lesão cerebral motora, glicorraquia diminuída e de proteinorraquia aumentada no líquor (p < 0,05).

Discussão: Deve sempre haver uma forte suspeição clínica para a ocorrência de HIC nos casos de meningite, independente do seu agente etiológico ou mesmo quando houver dúvida quanto à natureza bacteriana da meningite. HIC por si só pode estar relacionada a comprometimento do parênquima cerebral bem como pode ser um marcador para forte reação inflamatória ocorrendo no SNC que pode levar a dano neurológico permanente.

UNITERMOS: Doença Crítica, Hipertensão Intracraniana, Meningite, Prevalência, Seguimento Ambulatorial, Sistema Nervoso Central.

 

 
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Newra Tellechea Rotta – Chefe da Unidade de Neuropediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Professora Adjunta do Departamento de Pediatria – UFRGS.

Alexandre Rodrigues da Silva – Médico residente em neuropediatria.

Lygia Ohlweiler – Neuropediatra – Doutor em Pediatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Rudimar dos Santos Riesgo – Neuropediatra – Doutor em Pediatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Unidade de Neurologia Infantil – Serviço de Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil

* Endereço para correspon-dência:

Alexandre Rodrigues da Silva

Rua Sofia Veloso 46/402

90050-140 – Porto Alegre, RS – Brasil

Fone (51) 9684-8430

: alex164@ig.com.br