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Objetivo: Este trabalho tem o objetivo de mostrar a
prevalência de hipertensão intracraniana e o seguimento ambulatorial de
pacientes com meningite bacteriana internados em UTI pediátrica.
Casuística e método: Foram revisados os registros
médicos dos pacientes que apresentaram quadro de meningite que necessitaram
de internação na UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
(HCPA) no período de janeiro de 1985 a junho de 2001. Além do diagnóstico de
meningite e da ocorrência de hipertensão intracraniana (HIC), pesquisou-se
também agente etiológico, sexo, cor, idade na época da internação, tempo de
internação, tratamento e acompanhamento ambulatorial.
Resultados: Houve uma prevalência de 15% de HIC nos
187 casos de meningite bacteriana. Nos pacientes com HIC, o tempo de
internação foi maior, assim como a freqüência de convulsões, de etiologia
pneumocócica, lesão cerebral motora, glicorraquia diminuída e de
proteinorraquia aumentada no líquor (p < 0,05).
Discussão: Deve sempre haver uma forte suspeição
clínica para a ocorrência de HIC nos casos de meningite, independente do seu
agente etiológico ou mesmo quando houver dúvida quanto à natureza bacteriana
da meningite. HIC por si só pode estar relacionada a comprometimento do
parênquima cerebral bem como pode ser um marcador para forte reação
inflamatória ocorrendo no SNC que pode levar a dano neurológico permanente.
UNITERMOS: Doença Crítica, Hipertensão Intracraniana, Meningite,
Prevalência, Seguimento Ambulatorial, Sistema Nervoso Central.
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