|
INÍCIO
|
EDIÇÕES
ANTERIORES
| INSTRUÇÕES
REDATORIAIS |
CONTATO |
|
Revista da
AMRIGS Volume 48 No
2: 73 - 152 / Abril - Junho 2004 BL ISSN
0102 - 2105
|
| |
ARTIGOS ORIGINAIS |
|
Internação domiciliária: uma experiência no sul do Brasil
|
|
Furia Gargana, Ana Emília Segatto Silveira, André Nesi,
Anelise Ritter Bülow, Daniela Silva da Rocha, Denise Machado de Oliveira,
Lino Vili Moura Ribeiro |
|
SINOPSE |
|
Objetivo: O objetivo deste trabalho é o de relatar a
experiência de um programa de internação domiciliar existente na rede
pública de saúde do município de Santa Maria (Rio Grande do Sul).
Método: Consiste em um estudo descritivo transversal
retrospectivo. Foram coletados dados dos pacientes atendidos pelo serviço de
internação domiciliar do hospital público de Santa Maria (RS) no primeiro
semestre de 2002, descrevendo-se suas características (idade, sexo,
patologia, evolução, número de visitas).
Resultados: No primeiro semestre do 2002, 107
pacientes da Casa de Saúde de Santa Maria foram atendidos pelo serviço de
internação domiciliária. A maioria eram adultos (93,5%) e somente 6,5%
tinham idade inferior a 15 anos. O paciente com menor idade apresentava 5
meses, enquanto que o mais idoso tinha 92 anos. A média de idade de todos os
pacientes foi de 60 anos e 50,5% dos pacientes eram idosos (acima de 65
anos). Cada paciente recebeu cerca de 3 a 4 visitas em um período de 20 dias
de acompanhamento domiciliário. Entre os motivos de internação, as
principais patologias foram infecção respiratória (35,5%), complicações de
neoplasia (12%), complicações de acidente vascular cerebral (11%),
cardiopatias (9%), infecções urinárias (9%) e infecções cutâneas (6,5%).
Quanto à evolução clínica observada, 59% dos pacientes receberam alta do
programa com melhora do quadro, 28% faleceram, 7% tiveram seu quadro clínico
inalterado e 6% foram encaminhados a outras instituições. Houve uma
correlação positiva entre a idade dos pacientes e os óbitos (r = 0,63;
p<0,05). Não se encontrou correlação entre a idade e o tempo de
acompanhamento pelo serviço de internação domiciliária.
Conclusão: Pelos dados obtidos, observa-se que grande
parte da população beneficiada pelo serviço de internação domiciliária de
Santa Maria (RS) constitui-se de idosos com doenças crônicas, que acarretam
retornos freqüentes ao hospital devido a descompensações clínicas. O serviço
de internação domiciliária contribui com a diminuição do tempo de
permanência no ambiente hospitalar e possibilita a recuperação clínica do
paciente na própria residência.
UNITERMOS: Serviços de Assistência Domiciliar, Assistência a
Idosos, Qualidade de Vida, Doença Crônica, Núcleo Familiar.
|
|
|
|
| |
|
○
ABStract |
|
○
Artigo Completo
-
HTML |
|
○
PDF
|
|
|
|
|
|
F uria Gargana
– Professora do Departamento de Microbiologia e
Parasitologia da Universidade Federal de Santa Maria. Mestra em Engenharia
da Produção. Coordenadora do Pronto Atendimento do Hospital Universitário
de Santa Maria.
Ana Emília Segatto Silveira – Acadêmica do curso de
Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, RS.
André Nesi – Acadêmico do curso de Medicina da
Universidade Federal de Santa Maria, RS.
Anelise Ritter Bülow – Acadêmica do curso de
Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, RS.
Daniela Silva da Rocha – Acadêmica do curso de
Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, RS.
Denise Machado de Oliveira – Acadêmica do curso de
Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, RS.
Lino Vili Moura Ribeiro – Acadêmico do curso de
Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, RS.
*
Endereço para correspon-dência:
Furia Gargana
Rua Andradas,
241
97020-040 –
Santa Maria, RS – Brasil
Fone (55)
2122648 |
|
|
| |
| |
| |
| |
|