Introdução
Nos últimos anos, a hemostasia endoscópica tornou-se o
tratamento de eleição para úlceras pépticas sangrantes e para varizes de
esôfago e estômago (1,2,3). Várias modalidades de tratamento endoscópico
(por injeção de substâncias, por ligadura elástica, por meios térmicos)
mostram-se altamente eficientes no controle hemostático dessas lesões;
entretanto, no manejo de lesões vasculares não-ulcerosas e não-varicosas, os
métodos térmicos são considerados a modalidade de eleição para a hemostasia
dessas lesões (4).
A eletrocoagulação com argônio (APC) é um método de cauterização
eletrocirúrgico, monopolar, no qual é aplicada uma corrente de energia de
alta freqüência sem entrar em contato direto com o tecido. Essa energia é
levada ao tecido pelo gás argônio ionizado. A referida corrente de energia
tende a se direcionar para zonas de tecido que apresentam resistência
elétrica mais baixa, independentemente do direcionamento do fluxo de gás. Ou
seja, tão logo a zona cauterizada sofra necrose de coagulação, elevando sua
resistência elétrica, a corrente de energia se direciona para zonas de
tecido vivo, de mais baixa resistência elétrica (5). A eletrocoagulação com
argônio começou a ser empregada em endoscopia digestiva por Grund em 1991,
após a elaboração de cateteres para uso em endoscopia por Farin (6).
O cateter para uso de APC em endoscopia é um tubo de
teflon de 3,2mm com um eletrodo de tungstênio em sua porção distal. Esse
eletrodo ioniza o gás argônio e permite a transmissão de energia sem contato
direto com o tecido, permitindo transmissões laterais e axiais. O grau de
profundidade do dano tecidual dependerá do fluxo de gás, da potência
utilizada e do tempo de contato, atingindo profundidades de até 3mm (6). Ou
seja, a APC é um método térmico de não-contato.
Desde sua aplicação inicial em endoscopia
gastrointestinal na paliação de tumores de cólon e esôfago (7,8), a APC tem
sido utilizada para vários fins como ablação do esôfago de Barrett, de
tumores intramucosos de esôfago e estômago, diverticulotomias esofágicas e
na hemostasia de várias lesões sangrantes do aparelho digestivo (9,10).
Neste estudo pretendemos apresentar nossos resultados com
o uso da APC na hemostasia de lesões vasculares sangrantes do esôfago,
estômago, duodeno, cólon e reto.
Pacientes e Métodos
Foram analisados retrospectivamente 22 pacientes (14 M /
8 F, média de idade 66,7 anos, elastério 28 a 87 anos) com sangramento
gastrointestinal de origem não-ulcerosa e não-varicosa tratados entre 1998 e
fevereiro de 2002. Todos os pacientes apresentavam hemorragia digestiva
evidenciada por endoscopia, com apresentação clinica manifesta por
hematêmese, melena e enterorragia e/ou anemia, e haviam necessitado de
transfusões sanguíneas prévias. Os diagnósticos etiológicos da fonte de
sangramento eram os seguintes: retite actínica (12 pacientes), ectasia
vascular do antro gástrico (GAVE) – watermelon stomach (6),
angiodisplasia de esôfago, estômago e cólon (2), gastrite actínica (1) e
síndrome de Osler-Weber-Rendu (1) (Tabela 1).
Tabela 1 -
Etiologia e localização do sangramento
gastrointestinal em 22 pacientes
As sessões de eletrocoagulação com argônio (APC) eram
realizadas em intervalos de 2 semanas a 1 mês, de acordo com a indicação,
até que fosse cessado o sangramento ou diminuído significativamente a níveis
clinicamente irrelevantes, sendo controlado o resultado por endoscopia. A
potência do gerador utilizada era de 50 a 90W, dependendo da densidade de
efeitos desejados ou órgão a ser atingido, em um fluxo de gás de 2L/min.
Foi utilizado nas sessões o aparelho Beamer ICC 2000
(Erbe Medizintechnik, Tübingen, Alemanha) com videoendoscópio de um canal
(Fujinon EG410 HR, Saitama, Japão) ou de duplo canal (Fujinon EG-410D,
Saitama, Japão); excetuando-se os casos de doença de cólon ou reto, em que
foi utilizado para aplicação do argônio um videocolonoscópio curto de duplo
canal (Fujinon, EC-410D, Saitama, Japão).
Após cada sessão, recomendava-se o uso de omeprazol 40mg
(Peprazol, Libbs Farmacêutica, São Paulo, SP) por sete dias a todos os
pacientes com lesões cauterizadas no trato digestivo alto.
Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa
da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sob os
números 0028/2002 e 0030/2002, vinculado à nossa instituição. Consentimento
para realização do estudo foi obtido de cada paciente.
Resultados
Um total de 49 sessões de APC foram realizadas (média de
2,2 sessões/paciente, elastério de 1-4 sessões) nos 22 pacientes (Tabela 2).
O tempo médio de seguimento foi de 17,2 meses, com intervalo de 1 a 48
meses.
Tabela 2 -
Resultados do uso do APC em 22 pacientes com
lesões sangrantes
Os pacientes com angiodisplasias de estômago/esôfago e
cólon foram submetidos a uma sessão cada e um ano após o procedimento não
apresentavam hemorragia clinicamente manifesta ou anemia. O paciente com
gastrite actínica veio a falecer 10 meses após o procedimento sem novos
episódios de hematêmese. O paciente com síndrome de Osler-Weber-Rendu foi
submetido a 3 sessões, entretanto persistia com anemia por prováveis lesões
de intestino delgado fora do alcance do endoscópio ou colonoscópio.
O sucesso do tratamento foi obtido, assim, em 85,8% dos
pacientes, com resolução completa do sangramento em 11 pacientes (52,3%) e
diminuição significativa (diminuição de 50-75%) em 7 pacientes (33,3%), para
o total de 48 sessões, excluindo-se o caso em que houve abandono do
tratamento.
Os casos de "falha" do tratamento (3 pacientes – 14,2%)
foram relacionados a comorbidades dos pacientes e não ao método terapêutico
em si. Dois desses pacientes eram cirróticos com GAVE e persistiram
sangrando após a primeira sessão, e resolveu-se que não se realizariam
sessões extras, considerando-se que a GAVE nesses pacientes é uma variação
da gastropatia da hipertensão portal, dependendo da hepatopatia para
resolução do problema e não de tratamento local. O terceiro caso era uma
paciente feminina com retite actínica que apresentava estenose de sigmóide,
sangramento retal, e múltiplas estenoses de sigmóide e delgado após
radioterapia para neoplasia uterina. Apesar da melhora endoscópica no reto
distal, a paciente continuava a apresentar sangramento por lesões
localizadas oralmente à estenose de sigmóide.
Nos pacientes com RA (12 pacientes) foram realizadas 29
sessões (média de 2,4 sessões). Todos os pacientes haviam sido tratados
previamente por enemas de corticóide e/ou ácido 5-aminossalicílico, ou
injeção de formalina, sem melhora. Obteve-se sucesso terapêutico em 83,3%
(10/12) dos pacientes (6 abolições do sangramento e 4 reduções
significativas). A melhora clínica dos pacientes era relacionada ao
desaparecimento das teleangectasias à retossigmoidoscopia. Um paciente
apresentou efeitos colaterais importantes, apresentando dor intensa por 40
dias após o procedimento, tratada com antiinflamatório e codeína, não
necessitando de nenhuma sessão posterior. Uma paciente apresentou estenose
retal que foi dilatada em duas sessões sem maiores intercorrências. O único
paciente que necessitou receber transfusão sanguínea após o início do
tratamento era cirrótico. Durante o seguimento, 3 pacientes faleceram: 2 por
metástases e 1 por doença cardiovascular. Houve um caso de abandono do
tratamento.
Os pacientes com GAVE (6 pacientes) receberam 12 sessões
de tratamento. O sangramento foi controlado nos 4 casos sem cirrose
concomitante (2 com resolução endoscópica das lesões e 2 com importante
melhora). Nenhum desses pacientes que se apresentaram clinicamente com
hemorragia digestiva voltou a apresentar melena e/ou hematêmese. Nos outros
2 pacientes não houve continuação do tratamento após a primeira sessão
devido à doença base (cirrose). Um desses pacientes voltou a sangrar 30 dias
após o procedimento e faleceu. Durante o seguimento, um paciente renal
crônico faleceu por complicação de diálise peritoneal. Este foi o único que
necessitou de transfusão sanguínea a posteriori no grupo. Um dos
pacientes apresentou forte dor epigástrica, aliviada parcialmente com
analgésicos por 3 dias após o procedimento.
O paciente com síndrome de Osler-Weber-Rendu necessitou
de 3 sessões para eletrocoagulação das teleangectasias, sem obter importante
melhora ao término do tratamento.
Outro paciente, masculino – 86 anos, que apresentava
angiodisplasias de esôfago e estômago – obteve hemostasia com apenas uma
sessão de ECA.
No geral, apenas dois pacientes necessitaram de
transfusão sanguínea após o tratamento com APC, um paciente portador de RA e
outro de GAVE, sendo ambos portadores de importantes comorbidades (cirrose e
insuficiência renal crônica), sendo a doença subjacente o principal motivo
das transfusões.
A incidência geral de complicações foi de 13,6% (3/22),
sendo todas complicações menores (2 casos de dor local e 1 caso de estenose
retal); não houve nenhum caso de perfuração ou estenose do tubo digestivo de
difícil manejo.
Discussão
Com os resultados da presente série, pode-se inferir que
a eletrocoagulação com argônio é um método terapêutico seguro e efetivo para
o tratamento de diversas doenças vasculares hemorrágicas do trato
gastrointestinal. Vários outros estudos confirmam a efetividade do método,
não somente para as indicações estudadas, mas também para uma gama de outras
entidades, como, por exemplo, sangramento por neoplasias, sangramento por
úlcera, além da tunelização de tumores irressecáveis ou da ablação de
tumores precoces ou pólipos sésseis parcialmente ressecados (4,10). Em nosso
serviço realizamos a técnica de APC há aproximadamente 5 anos.
A técnica possui as vantagens de controle da profundidade
do dano tecidual (limitado a 3mm), facilidade de uso, relativo baixo custo e
menor índice de morbi/mortalidade que outras modalidades de intervenção,
como os métodos de contato direto (eletrocoagulação uni, bi ou multipolar) e
laser (4). Nos últimos anos, a APC tem substituído o uso de laser
em endoscopia gastrointestinal por ser mais fácil de manejar e,
principalmente, por ser economicamente mais viável (8,9). Além disso, em
geral é bem tolerado pelos pacientes e passível de uso ambulatorial (10,
11).
O sangramento por retite actínica é uma complicação crônica terrível da
radioterapia (que ocorre após radioterapia para tumores de útero ou
próstata), levando muitos pacientes não tratados adequadamente a múltiplas
transfusões de sangue (12). Nestes pacientes, a APC é método estudado e
definido como eficaz na obtenção da hemostasia a curto e a médio prazo
(13-15), assim como mostram nossos resultados (83,3% de sucesso). No
entanto, devido ao caráter crônico desta doença, deve-se contar com a
possibilidade de reaparecimento de sangramento no futuro, necessitando-se
novas sessões de APC para se obter novamente hemostasia (16).
A GAVE, uma condição com etiopatogenia não definida, é
uma rara causa de anemia ferropriva e de hemorragia alta clinicamente
manifesta. O tratamento endoscópico é considerado atualmente por muitos
grupos como método de eleição para seu manejo (15, 17-21), possuindo como
alternativas o tratamento cirúrgico (mais freqüentemente utilizada a
gastrectomia à Billroth I, com taxa de mortalidade de até 7,4%) e tratamento
farmacológico com pobres resultados (22). Em cerca de 50% dos casos é
relatada a presença de cirrose (17), o que condiciona um pior prognóstico,
visto que maus resultados vêm sido obtidos com o tratamento endoscópico de
pacientes com hipertensão portal (10,23-25), assim como em nossa série. Uma
elevada freqüência de recidiva das angiodisplasias, mesmo que sem
sangramento (até 50% em 30 meses) (26), está relacionada a esta condição,
necessitando-se, muitas vezes, de novas sessões de APC para erradicação dos
vasos.
Comparado com outras técnicas de tratamento endoscópico,
como escleroterapia e heather probe, o uso de APC apresenta grandes
vantagens nestes dois tipos de lesão, pois grandes áreas são afetadas,
necessitando-se desta maneira de um tratamento local mais rápido e que cause
uma cauterização controlada em termos de profundidade (5,6).
Outras séries também têm demonstrado ótimos resultados
com o uso da eletrocoagulação com argônio. Wahab et. al. (10) descrevem sua
experiência em 2 anos de uso da técnica em 125 pacientes no tratamento de
malformações vasculares, produção de hemostasia de lesões diversas e
paliação de tumores, obtendo bons resultados, com um total de 325 sessões
(média de 2,6 sessões, elastério 1-21 sessões), e um índice de complicações
de 1,84% (6 casos de perfuração, 2 deles requerendo abordagem cirúrgica).
Chang et al. (11) relatam 26 pacientes com lesões
vasculares do aparelho digestivo tratados com 38 sessões de APC (1,5 sessões
em média, elastério 1-4 sessões), com 81% de resolução do sangramento, não
observando nenhuma complicação maior.
O índice de complicações encontrado neste estudo, de
14,2%, correspondente a 3 pacientes (2 deles exclusivamente com dor, como
complicação, e 1 com estenose retal). Deve ser enfatizado que 19 pacientes
sequer apresentaram dor após o procedimento que cauteriza a mucosa,
provocando, portanto, úlceras na região tratada.
Em suma, a eletrocoagulação com argônio é uma técnica segura e efetiva
para a resolução do tratamento de diversas doenças sangrantes do trato
digestivo. Frente à dificuldade terapêutica das situações acima referidas,
refratárias a tratamento clínico e com resultados inferiores com outros
métodos endoscópicos, a APC deve ser considerada um dos métodos de primeira
linha para tratamento da RA e GAVE, bem como de outras angiodisplasias do
trato gastrointestinal.
Referências Bibliográficas
1. LAU JY, SUNG JJ, LEE KK, YUNG MY, WONG SK, WU
JC, CHAN FK, NG EK, YOU JH, LEE CW, CHAN AC, CHUNG SC. Effect of
intravenous omeprazole on recurrent bleeding after endoscopic treatment of
bleeding peptic ulcers. New Engl J Med 2000, 343(5): 310-316.
2. SEEWALD S, SEITZ U, YANG M, SOEHENDRA N –
Variceal bleeding and portal hypertension: still a therapeutic challenge?
Endoscopy 2001; 33 (2):126-139
3. PEREIRA-LIMA JC, LOPES CV. Resultados da
ligadura elástica de varizes de esôfago na prevenção do ressangramento
varicoso em cirróticos conforme a reserva hepatocelular. GED 2001; 20 (5):
169-176.
4. GINSBERG GG, BARKUN NA, BOSCO JJ, et al. –
The argon plasma coagulator. Technology status evaluation report of the
American Society for Gastrointestinal Endoscopy. Gastrointest Endosc 2002;
55(7): 807-810.
5. PEREIRA-LIMA JC, BUSNELLO JV, PFEIFFER GK,
BRNADEBURSKI CM, PETTER RB. Erradicação do esôfago de Barrett através da
eletrocoagulação por meio de argônio. GED 1998; 17(5):159-162.
6. GRUND KE, FARIN G. New principles and
applications of high-frequency surgery, including argon plasma
coagulation. In: Annual of Gastrointestinal Endoscopy. 10th edition, 1997,
p.15-23.
7. SESSLER MJ, BECKER HD, FLESCH I, GRUND KE.
Therapeutic effect of argon plasma coagulation on small malignant
gastrointestinal tumors. J Cancer Res Clin Oncol 1995; 121: 235-8.
8. GRUND KE, ZINDEL C, FARIN G. Argon plasma
coagulation through a flexible endoscope: evaluation of a new therapeutic
method after 2606 uses. Dtsch Med Wochenschr 1997; 122: 432-438.
9. PEREIRA-LIMA JC, BUSNELLO JV, TONELOTO EB,
SAUL C, LOPES CV, BLAYA C, RYNKOWSKI CB. High power setting argon plasma
coagulation for the eradication of Barrett’s esophagus. Am J Gastroenterol
2000; 95: 1661-68.
10. WAHAB PJ, MULDER CJ, DEN HARTOG G, THIES JE.
Argon Plasma Coagulation in flexible gastrointestinal endoscopy: pilot
experiences. Endoscopy 1997; 29: 176-87.
11. CHANG Y, WANG H, HUANG S, LEE Y, et al.
Clinical application of argon plasma coagulation in endoscopic hemostasis
for non-ulcer non-variceal gastrointestinal bleeding – a pilot study in
Taiwan. Hepato-Gastroenterol 2002; 49: 441-443.
12. BABB RR. Radiation proctitis: a review. Am J
Gastroenterol 1996; 91:1309-1311.
13. KAASSIS M, OBERTI F, BURTIN P, BOYER J.
Argon Plasma Coagulation for the Treatment of Hemorrhagic Radiation
Proctitis. Endoscopy 2000; 32(9): 673-676.
14. SILVA R, CORREIA A, DIAS L, et al. Argon
Plasma Therapy for Hemorrhagic Radiation Proctosigmoiditis. Gastrointest
Endosc 1999; 50: 221-4.
15. TAM W, MOORE J, SCHOEMAN M. Treatment of
Radiation Proctitis with Argon Plasma Coagulation. Endoscopy 2000; 32(9):
667-672.
16. PEREIRA-LIMA JC, HORNOS AP, MARQUES DL, SAUL
C, TEIXEIRA CR, WAECHTER FL. Tratamento da retite actínica hemorrágica por
eletrocoagulação com argônio. GED 2002; 21(4): 155-158.
17. GRETZ JE, ACHEM SR. The Watermelon Stomach:
Clinical Presentation, Diagnosis, and Treatment. Am J Gastroenterol 1998;
93: 890-95.
18. KLUMP B, SCHNEIDER GA, FIERLBECK G, HOEFT S,
GREGOR M, PORSCHEN R. Argon Plasma Coagulation in the endoscopic therapy
of CREST syndrome associated upper gastrointestinal hemorrhage. Z
Gastroenterol 1997; 35(6): 469-76.
19. PROBST A. Therapy options for vascular
ectasia of the stomach antrum (watermelon stomach). Dtsch Med Wochenschr
2002; 127(6):287.
20. YU-TING, C., HSIU-PO, W., SHIH-PEI, H.,
YI-CHIA, L., MING-CHU, C., MING-SHING, W., JAW-TOWN, L.– Clinical
application of argon plasma coagulation in endoscopic hemostasis for
non-ulcer non-variceal gastrointestinal bleeding – a pilot study in
Taiwan. Hepato-Gastroenterology 2002; 49 (44): 441-43.
21. PEREIRA-LIMA JC, HORNOS AP, MARQUES DL,
LOPES CV, WAECHTER FL, SAUL C, TEIXEIRA CR. Tratamento da ectasia vascular
do antro gástrico por eletrocoagulação com argônio. GED 2002; 21(5):
213-217.
22. BORSCH G.– Diffuse antral vascular ectasia:
The "watermelon stomach" revised. Am J Gastroenterol 1987; 82: 1333-4.
23. LABENZ J, BORSCH G. Bleendig watermelon
stomach treated by Nd-Yag laser photocoagulation. Endoscopy 1993; 25:
240-2.
24. BINMOELLER KF, KATON RM. Bipolar
electrocoagulation for watermelon stomach. Gastrointest Endosc 1990; 36:
399-402.
25. PETRINI JL Jr., JOHNSTON JH. Heather proble
treatment for antral vascular ectasia. Gastrointest Endosc 1989; 36:
324-8.
26. RAJAN E, GOSTOUT CJ, VIGGIANO TR, NORTON ID. Long-term outcome of
the argon plasma
coagulator in the management of the watermelon stomach. Am J Gastroenterol
2001; 96 (9):567.
|