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Revista da AMRIGS
Volume 49  No 1: 1 - 68 / Janeiro - Março 2005
BL ISSN 0102 - 2105

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência do tabagismo entre estudantes de Medicina e fatores de risco associados

Elaine Catarina de Camargo, Mauro Soibelman

SINOPSE

Introdução: Os danos do tabagismo sobre a saúde humana já são amplamente conhecidos, mas, apesar disso, ainda se observa a presença desse hábito entre os estudantes de Medicina, ainda que em menor quantidade do que na população geral. A identificação dos grupos de maior risco pode ser importante para a adoção de medidas preventivas com o objetivo de reduzir esse vício.

Objetivo: Determinar a prevalência do tabagismo entre acadêmicos de Medicina da ULBRA, identificando fatores de risco relacionados ao desenvolvimento desse hábito.

Métodos: Foram respondidos questionários auto-aplicáveis por 300 alunos, do 2o ao 9o semestres do curso de Medicina da ULBRA, com perguntas sobre o hábito tabágico e diversos fatores de risco relacionados, avaliando-se, através de regressão logística com cálculo do odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (IC95%), a correlação entre essas variáveis.

Resultados: A prevalência de tabagismo foi de 18,6%, sem diferença entre os sexos. Os fatores de risco significativamente associados com o tabagismo foram: morar sozinho (OR: 2,01 – IC95%: 1,06-3,80), procedência do interior do Rio Grande do Sul ou outro Estado brasileiro (OR: 2,46 – IC95%: 1,24-4,90), mau desempenho acadêmico (OR: 2,33 – IC95%: 1,23-4,44), reprovação em disciplinas do curso (OR: 2,22 – IC95%: 1,22-4,04), mais de 6 vestibulares (OR: 3,50 – IC95%: 1,75-7,03), uso de álcool (OR: 2,76 – IC95%: 1,41-5,39) e o uso freqüente (+ 2 vezes/semana) de álcool (OR: 3,14 – IC95%: 1,70-5,83). Foram fatores protetores para o desenvolvimento do tabagismo os seguintes: morar com os pais (OR: 0,23 – IC95%: 0,10-0,57), prática de esportes (OR: 0,51 – IC95%: 0,28-0,91) e a prática regular (3 ou + vezes/semana) de esportes (OR: 0,46 – IC95%: 0,21-0,98).

Conclusões: A prevalência do tabagismo ainda é elevada entre os acadêmicos de Medicina em nosso meio. É fundamental o emprego de estratégias preventivas efetivas entre os grupos de maior risco, a fim de tentar reduzir o número de fumantes entre os futuros médicos.

Unitermos: Tabagismo, Estudantes de Medicina, Fatores de Risco.

 
 
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Eduardo Walker Zettler – Professor Adjunto do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Doutor em Pneumologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Lisia Martins Nudelmann – Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Daniel Pietko da Cunha – Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Cláudia Hilgert – Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Melissa Dias Mattos – Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Margit Scholl – Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Fernanda Villa Verde – Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Thais Lunardi Nader – Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Curso de Medicina da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas – RS.

* Endereço para correspondência:

Dr. Eduardo Walker Zettler

Av. Ipiranga, no 6690 – conjunto 501

90610-000 – Porto Alegre, RS – Brasil

: ewzettler@terra.com.br

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
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