Introdução
No final do século XIX, Paul
Ehrlich, com base na teoria microbiana de causa de doenças, teve a idéia de
que poderia existir uma droga que atuasse contra os micróbios sem causar
danos ao organismo humano. Em 1910, ele anunciou uma substância ativa contra
a sífilis e bouba com as propriedades imaginadas, o Salvarsan ou
arsfenamina, que foi chamada de "bala mágica".
Gerhard Domagk, ao procurar
outras balas mágicas, identificou em 1932 o Prontosil, cujo componente ativo
é a sulfonamida, e tratou com sucesso infecções pelo estreptococo. Alexander
Fleming descobriu a penicilina em 1928 e, na década de 1940, Ernst Chain e
Howard Florey a utilizaram pela primeira vez em um ser humano com sucesso.
Pela importância que as infecções tinham naquela época, todos receberam um
Prêmio Nobel. Ehrlich foi agraciado com o prêmio no mesmo ano em que Elie
Metchnikoff o recebeu por pesquisar o sistema imunológico. O alemão Domagk
foi impedido de recebê-lo pelo governo nazista da época.
Utilizada desde 1903, o iodeto de potássio
foi a primeira droga a combater os fungos, inicialmente a esporotricose.
Posteriormente, em 1930, com o surgimento das sulfas, a terapêutica das
infecções fúngicas foi enriquecida. Até 1959, com o surgimento da
hidoxuridina (IDU) para o tratamento da ceratite herpética, o combate aos
vírus era feito somente através de vacinas. A primeira delas, identificada
no final do século XVIII por Edward Jenner, é utilizada no combate à varíola
(1). Com a identificação do vírus da imunodeficiência humana, na década de
1980, o número de antivirais aumentou acentuadamente.
O sucesso dos primeiros
antimicrobianos foi tamanho que se deduziu que as infecções bacterianas
seriam controladas. Entretanto, já na década de 1950, o Staphylococcus
aureus mostrou resistência à penicilina (2). No combate à resistência
microbiana aos antibióticos, a indústria farmacêutica mostrou sua eficiência
e produziu novos quimioterápicos antiinfecciosos. Em 2003, há, à disposição
comercial no Brasil para o tratamento de doenças infecciosas hospitalares,
mais de 80 antibióticos, 9 antifúngicos e 16 antivirais. As bactérias, em
contrapartida, continuaram resistentes aos novos antibióticos de forma
proporcional ao volume de consumo desses agentes antiinfecciosos. Há os que
prevêem a crise dos antibióticos perante microorganismos resistentes, se
houver uso indiscriminado delas (3,4).
Somente antibiótico novo não é o
suficiente para combater a resistência antimicrobiana. Há também a
necessidade de estratégias de uso. Nos hospitais, o uso de antibióticos é
controlado pelos Serviços de Controle de Infecção Hospitalar através de
programas. Eles objetivam utilizar racionalmente os antibióticos e vigiar a
resistência dos germes aos antibióticos surgida dos tratamentos aplicados
nos pacientes internados.
Considerando que os
quimioterápicos antiinfecciosos são utilizados para curar infecções e para
impedir a morte do paciente, esse trabalho foi realizado para correlacionar,
num hospital, o uso de quimioterápicos antiinfecciosos com a morte.
Secundariamente, objetiva descrever o padrão epidemiológico de prescrições
de quimioterápicos antiinfecciosos, de forma a poder agregar conhecimento na
estratégia de uso e, conseqüentemente, prevenir o surgimento de resistência
antimicrobiana.
Material e método
O estudo foi realizado num
hospital de 144 leitos, que atende pacientes de todas as especialidades,
clínicas e cirúrgicas, porém com pequena freqüência de traumatizados,
queimados, renais crônicos e transplantados. O delineamento do estudo foi de
coorte contemporâneo.
Durante um ano, no período entre
01 de junho de 2002 e 31 de maio de 2003, foram registrados todos os
quimioterápicos antiinfecciosos prescritos para tratamento de doenças
infecciosas. Os registros eram feitos no envio dos medicamentos para os
pacientes pelos funcionários da farmácia e conferidos pelos integrantes do
Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. Foi criado um banco de dados
especialmente desenvolvido para o registro dos quimioterápicos
antiinfecciosos de forma a ser utilizado dinamicamente durante os
tratamentos dos pacientes. Foram excluídos do estudo os pacientes que
utilizaram antibióticos profiláticos cirúrgicos. O seguimento foi desde a
internação até a alta hospitalar. Alguns pacientes internaram mais de uma
vez, motivo pelo qual as análises estatísticas foram feitas por internação e
por paciente. Também foi avaliada a saída por óbito ou alta do hospital.
A análise da quantidade de
quimioterápicos antiinfecciosos consumidos nas internações hospitalares foi
feita contando-se o número de quimioterápicos antiinfecciosos prescritos,
independente se em associação ou seqüencial, e correlacionados com a
proporção de óbitos correspondentes. A análise da quantidade de
quimioterápicos antiinfecciosos consumidos pelo paciente foi feita pelo
somatório de dias de uso de quimioterápicos antiinfecciosos (quimioterápicos
antiinfecciosos-dia), independente do número de internações, se em
associação ou seqüencial. A correlação foi realizada com a contagem do
número de quimioterápicos antiinfecciosos-dia consumidos, estratificados a
cada dez dias, com a proporção de mortes correspondentes. Foram incluídos
nas análises os pacientes que não utilizaram quimioterápicos antiinfecciosos
como parâmetro de comparação. Para que a quantificação do uso de
quimioterápicos antiinfecciosos fosse correlacionado com a idade, foi criado
o índice de consumo de quimioterápico antiinfeccioso por idade, o qual
constou da relação entre o número de quimioterápicos antiinfecciosos
utilizados e o número de pacientes que os utilizaram estratificado por
idades. Os cálculos estatísticos e gráficos foram realizados com o SPSS 10.0
e Excel 2000 com testes bicaudais. Foi utilizado o teste de Pearson, para o
cálculo do coeficiente de determinação das variáveis contínuas, e o
Sperman’s rho, para as correlações das classificações.
Resultados
Foram estudados 4.968 pacientes
que internaram 6.043 vezes. Portanto, existiram 1.075 (17,79%)
re-internações. Morreram 148 (2,98%) dos 4.968 pacientes, que corresponderam
a 2,45% das 6.043 internações, conforme mostra a Tabela 1.
Tabela 1 -
Descrição dos resultados dos pacientes, internações e
óbitos com o uso de quimioterápicos antiinfecciosos terapêuticos
Das 2.305 internações nas quais os pacientes
usaram quimioterápicos antiinfecciosos, 2.206 (95,7%) vezes os pacientes
sobreviveram e 99 (4,29%) morreram. Os que sobreviveram usaram em média 1,55
quimioterápicos antiinfecciosos (DP 1,09) e os que morreram usaram em média
2,78 quimioterápicos antiinfecciosos (DP 2,44). A comparação das médias de
uso de quimioterápicos antiinfecciosos foi estatisticamente significativa,
p<0,001. As descrições dos números de quimioterápicos antiinfecciosos
relacionados às suas freqüências e às freqüências de óbitos verificado nas
internações hospitalares são mostradas na Tabela 2. Zero significa que não
foram administrados quimioterápicos antiinfecciosos.
Tabela 2 -
Proporção de óbitos (mortalidade)
referente ao número de quimioterápicos antiinfecciosos utilizados durante
uma internação hospitalar
Analisando o número de quimioterápicos
antiinfecciosos prescritos nas internações e a proporção de óbitos obtidos
da Tabela 2, verificou-se que havia correlação linear positiva sem
significado estatístico, com coeficiente de correlação de 0,338 (p=0,238) e
coeficiente de determinação de Pearson de 0,114. Na série, um paciente usou
23 quimioterápicos antiinfecciosos, exageradamente desproporcional aos
outros, o que motivou análise separada. O paciente que era portador de
leucemia linfoblática aguda em tratamento quimioterápico antineoplásico
internou 5 vezes e faleceu. O uso dos quimioterápicos antiinfecciosos nesse
paciente foi devido à: neutropenia febril pós-quimioterapia na terceira
internação; sinais clínicos de sepse; febre; resultado positivo de cultura
de germes na corrente sangüínea. Na internação de seu falecimento, usou 3
quimioterápicos antiinfecciosos associados, totalizando 5 quimioterápicos
antiinfecciosos-dia. Considerando-se esse caso uma exceção e excluindo-o da
análise, o coeficiente de correlação linear alcançou o valor de 0,869
(p<0,001) e o coeficiente de determinação de Pearson foi 0,755, conforme
mostra a Figura 1.
Figura 1 -
Correlação do número de quimioterápicos
antiinfecciosos e proporção de óbitos em internações hospitalares, excluído
o caso extremo.
Essa forte correlação num
paciente que morreu em internação subseqüente fortaleceu o sentido da
análise do consumo de quimioterápicos antiinfecciosos por pacientes e não
somente pelo número de quimioterápicos antiinfecciosos que utilizou numa
internação hospitalar.
O consumo de quimioterápicos
antiinfecciosos por pacientes é descrito na Tabela 3. Houve correlação
linear positiva com coeficiente de correlação de Spearmans rho de 0,905
(p=0,002).
Tabela 3 -
Tempo de uso de quimioterápicos
antiinfecciosos e mortalidade por pacientes
A mortalidade por idades e o índice de
consumo de antibióticos são mostrados na Tabela 4. O coeficiente de
correlação pelo teste de Speraman’s rho foi 0,936, p < 0,001 para a
mortalidade e idades.
Tabela 4 -
Índice de consumo de antibióticos e
mortalidade conforme as idades
Tabela 5 -
Descrição do número de óbitos, do número
de vezes que os quimioterápicos antiinfecciosos foram empregados e da
proporção de óbitos relativo ao número de vezes que ele foi empregado
Não houve correlação do consumo dos
quimioterápicos antiinfecciosos no conjunto das idades. Spearman’s rho 0,420
(p=0,198). Figura 2. Parece haver duas curvas no gráfico. A primeira curva
com idade que atinge 20 anos e a segunda a partir dessa idade.
Figura 2 -
Índice de consumo de antibióticos por
idades
A análise do índice de consumo de
quimioterápicos antiinfecciosos a partir dos 20 anos passa a ter correlação
fortemente significativa no teste de Spearman’s rho 0,976 (p<0,001).
Discussão
Pela capacidade de cura,
espera-se que os quimioterápicos antiinfecciosos combatam a infecção e,
conseqüentemente, impeçam o óbito provocado por elas. Verificou-se, nesse
estudo, que a quantidade de quimioterápicos antiinfecciosos administrada ao
paciente, medida pelo número de quimioterápicos antiinfecciosos empregados
ou pelo tempo de uso, correlacionou-se positivamente com a morte, o
contrário do que se esperava. Considerando o conceito de suficiente aquele
no qual os quimioterápicos antiinfecciosos curam a infecção e evitam a
morte, sempre que se seguir por morte, os quimioterápicos antiinfecciosos
foram insuficientes. Com isso, verificou-se que a insuficiência de
tratamentos dos quimioterápicos antiinfecciosos aumentou conforme seu
consumo, medido tanto em número quanto em quantidade.
Há quatro explicações possíveis
na interpretação das correlações: 1. a correlação é espúrea. Nesse estudo, o
grande número de pacientes e o forte coeficiente de correlação dos testes
tornam essa hipótese pouco provável; 2. a quantidade elevada de
quimioterápicos antiinfecciosos é causa de morte; 3. a morte é causa do uso
de quimioterápicos antiinfecciosos – essa explicação não tem sentido –; 4. a
causa da correlação é uma outra variável. Considerando-se a improbabilidade
da primeira explicação e a impossibilidade da terceira, acredita-se que as
duas restantes devam ser desenvolvidas, uma vez que as correlações se
limitam a descrever e a formular hipóteses explicativas, sem contudo
confirmá-las.
A quantidade crescente de
quimioterápicos antiinfecciosos no tratamento das doenças infecciosas
poderia ser causa de óbito devido a: parefeitos tóxicos mortais de suas
propriedades químicas; interferência no sistema de defesa do organismo pela
destruição da flora microbiana normal ou mecanismos imunológicos.
Outro fator que poderia correlacionar a
quantidade crescente de quimioterápicos antiinfecciosos com resultados
insuficientes é o tratamento concomitante de doenças não-infecciosas
mortais. Hecker e cols. (5), ao estudar o uso desnecessário de
antimicrobianos em um hospital, descreveu que o tratamento de síndromes
não-infecciosas ou não-bacterianas foi a segunda explicação mais freqüente
dos 30% de tempo de uso de antibiótico desnecessário. Nesse caso, os
antibióticos não interferem na evolução natural da doença. Quando os
sintomas da doença se confundem com sintomas infecciosos, os antibióticos
são incluídos no tratamento, e a infecção aparentemente se torna relevante,
mesmo que não haja confirmação da sua presença. Parece que a maior gravidade
das doenças se correlaciona com maior número de quimioterápicos
antiinfecciosos empregados e com as incertezas diagnósticas e prognósticas.
As probabilidades da confirmação
das hipóteses levantadas se diferenciam entre si. Parefeitos tóxicos mortais
das propriedades químicas dos quimioterápicos antiinfecciosos, quando
utilizados isoladamente, são improváveis devido ao grande número de estudos
realizados pela indústria farmacológica e, além deles, ao rigorismo dos
testes de órgãos governamentais de liberação para uso comercial. Entretanto,
nem toda a interação medicamentosa da utilização de quimioterápicos
antiinfecciosos associados ou seqüencialmente com outras drogas foi
intensamente testada.
A destruição da flora microbiana normal e a
sua substituição por outra resistente aos antibióticos empregados com
conseqüente desequilíbrio microbiótico pode ser uma explicação provável de
interferir desfavoravelmente na evolução. Evidências análogas a favor dessa
hipótese são as infecções oportunistas identificadas nos pacientes
imunocomprometidos por AIDS ou nas altas mortalidades por fungemia que se
seguem à quimioterapia antineoplásica. Nesse estudo, a análise das dez
drogas mais freqüentemente correlacionadas com o óbito mostrou que há um
antifúngico, dois antivirais e o restante dos antibióticos são de uso
restrito no hospital, com exceção da amicacina, dificilmente prescritas no
início dos tratamentos. O critério para uso de antiviral sempre foi
presuntivo, por falta de condições laboratoriais de diagnóstico. Na maioria
das vezes que foi utilizado antifúngico, o diagnóstico foi presuntivo,
justificado ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar com argumento
embasado na literatura que identificou fatores de risco de morte por
fungemia em pacientes imunocomprometidos ou em uso prolongado de
antibióticos sem a resposta clínica esperada.
As incertezas diagnósticas acontecem em
proporções diferentes conforme a infra-estrutura disponibilizada para o
diagnóstico no hospital onde o paciente se encontra e conforme estratégias
médicas de tratamento. Entretanto, a insegurança sempre estará presente em
algum grau, até mesmo com os mais modernos recursos que a medicina possui no
momento atual. Um dos exemplos mais salientes é a discordância de critérios
para o diagnóstico das pneumonias associadas à ventilação mecânica (6,7,8).
Conseqüentemente, com freqüência critérios não são seguidos, como são
relatados em trabalhos de controle de uso apropriado de antimicrobianos em
hospitais (5). A incerteza prognóstica é a falta de parâmetros confiáveis
para prever a morte. A partir dessas duas incertezas, surge a incerteza do
conceito de utilização adequada de antibiótico, como se verifica em alguns
trabalhos (9,10,11,12,13). Diante das incertezas e das conseqüências do uso
de antibióticos, deve-se reavaliar o conceito comumente usado. Na dúvida, é
preferível usar antibiótico do que não usá-lo. Num programa hospitalar de
restrição de uso de vancomicina, Thomas e cols. (14) verificaram melhora nas
taxas de uso inapropriado do antibiótico na profilaxia e tratamento das
infecções gram positivas confirmadas. Entretanto, não tiveram efeito diante
da incerteza diagnóstica.
Parece-nos importante que a
análise dos resultados desse trabalho seja feita para reavaliar as
conseqüências das estratégias no uso de quimioterápicos antiinfecciosos,
utilizando-se como parâmetros a cura da infecção, a mortalidade e o conceito
de suficiência de resultado de tratamento. A revisão literária feita no
banco de dados da PubMed, com as palavras-chaves "antibiotic",
"antiinfective chemotherapy", "antiviral", "antifungal", "mortality",
"hospital" verificou que nenhum trabalho semelhante foi publicado no período
entre 1996 a 2003. Acredita-se que essa nova abordagem poderá auxiliar no
combate à resistência antimicrobiana aumentada e aos gastos desnecessários
em quimioterápicos antiinfecciosos, além de auxiliar na conceituação de uso
inadequado, racional ou excessivo de antibióticos.
Pode-se exemplificar com resultados
desse trabalho, quando se avalia o índice de uso de quimioterápicos
antiinfecciosos por idade e mortalidade, descritos na Tabela 4 e Figura 2.
Qual a explicação lógica do índice de consumo de antibiótico ser semelhante
nas idades de 1 a 19 anos à do consumo de quimioterápicos antiinfecciosos
nas idades superiores a 80 anos quando as mortalidades dos primeiros variam
entre 0,2 e 1,3% comparado com 9,0 e 11,6% no segundo? Se o motivo não for a
morte, qual a justificativa para os índices diminuírem após os 20 anos e
passarem a se comportar com correlação positiva semelhante à da mortalidade?
Considerando que no início da vida até aproximadamente 19 anos, os pacientes
são tratados por pediatras e a partir dessa idade por médicos de adultos,
pode-se conjeturar que se deveriam estabelecer critérios diferentes de uso
adequado de antibióticos estratificados por idade ou há uso exagerado de
antibióticos pelos pediatras? Se a resposta correta não estiver contida em
nenhuma das hipóteses, deverá existir outra, concreta, possível de ser
avaliada com os parâmetros estabelecidos.
O modelo desse estudo permitiu
descrever, através de correlações, a quantidade de antibióticos com mortes e
questionar as estratégias de uso dos antibióticos. Na seqüência de eventos
necessários para identificar o ponto ótimo da utilização dos antibióticos,
será necessário complementá-lo com a realização de estudos de eficácia,
dirigidos para explicações, realizados em condições que permitam controle
sobre a seleção de pacientes, tratamento e seguimento.
Conclusão
A quantidade de quimioterápicos antiinfecciosos
utilizados para o tratamento de pacientes se correlacionou positivamente com
a morte e não parece ser boa estratégia para evitá-la. Sugere-se estudar
estratégias de uso de quimioterápicos antiinfecciosos para o tratamento de
pacientes hospitalizados considerando-se os parâmetros da cura, da infecção
e da mortalidade, além do conceito de suficiência de resultado de
tratamento. Acredita-se que o modelo de avaliar a suficiência de resultado
do emprego de quimioterápicos antiinfecciosos proposto possa ser de impacto
no combate à resistência antimicrobiana aumentada e nos gastos
desnecessários em quimioterápicos antiinfecciosos.
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